sexta-feira, 9 de outubro de 2009

História, conselhos básicos e ferramentas para Papercraft

Ontem choveu muuuuuuuuito nessa terra de calangos. Hoje vim arrastando um guarda chuva imenso para não me molhar. Ontem eu escapei do "toró" e não quero brincar com a minha sorte hoje.
Vou falar de um tema que eu gosto muito e que tem cada vez mais adeptos pelo mundo. é o papercraft ou papel modelismo. a seguir vou colocar o Be A BA da coisa toda. Quem sabe assim você aí do outro lado se interessa???

"História do papel modelismo

Esta é uma arte muito antiga de modelismo, os japoneses e os chineses, já há desenvolviam através dos origamis e kaigamis ainda na idade média, consiste em construir modelos em três dimensões através de folhas de papel, que posteriormente são pintados...
No século passado, antes do advento do plastimodelismo, era um hobby muito popular na Europa e nos Estados Unidos, com o surgimento da internet e da popularização dos computadores na década passada, esse passatempo meio esquecido ganhou outro ânimo, com a comunicação entre entusiastas, surgimento de home pages com centenas de modelos disponíveis para download gratuitamente. Além do que, existem uma série de modelos comerciais provenientes na sua maioria da Europa Oriental (onde por uma série de razões esse hobby se manteve vivo durante os tempos da cortina de ferro e da guerra fria), as marcas mais famosas são: Maly Modelarz, GPM, Modelik/Modelcard, Halinski, Betexa, Schreiber Bogen, Model Kartonowego Fama, Wilhelmshavner, Fiddlers Green e outras.
Com o renascimento desse hobby surgiram também empresas digitais onde você pode baixar o modelo, é o caso da Modelart, Kancho Iliev, Thai Paper Work, Marek Pacinski e outras, em geral esses modelos tem excelente qualidade e retratam aviões civis e militares, tanques e outros AFV, navios, naves espaciais, personagens de games, arquitectónicos e outros...





Ferramentas

Vamos agora falar das ferramentas básicas deste hobby que é bastante simples e acessíveis.


• Estilete: Utilizaremos para cortar peças intrincadas do papel sem ter o perigo de deforma-las ou danifica-las, prefira marcas boas. Se quiseres investir um pouco mais o melhor seria adquiri uma faca tipo X Acto que garante na hora do corte uma precisão sem igual.
• Tesoura média de ponta: Pau para toda a obra, serve para cortar, desbastar peças, o seu uso é meio óbvio...
• Tesoura de unhas: Utilizaremos para trabalhos delicados de corte.
• Régua de metal: Serve para realizar dobras nas peças ou como escora de qualquer ferramenta de corte (estilete) ou de dobra
• Caneta “Morta” uma caneta esferográfica sem tinta ou uma lapiseira velha são excelentes ferramentas para realizar sulcos nas linhas de dobra das peças.
• Pinças de filatelia ou electrónica: O uso é óbvio: levar peças onde os dedos não chegam ou unir peças para colagem em locais difíceis dos dedos chegarem...
• Cola Branca: Embora seja a principal cola de muitos neste hobby, ela tem a desvantagem de manchar e deformar o papel quando aplicada em demasia.
• Cola de Isopor: Uma boa opção para substituir a cola branca, garante boa resistência e não mancha ou deforma o papel, porém demora, para secar.
• Cola de Glicerina: A famosa cola bastão tipo Print, usamos esta para colar peças em outros tipos de papel ou para duplicar a gramatura de um determinado tipo de papel, é uma cola que não deforma o papel, mas mancha se aplicado em demasia.
• Lápis de Cor: Servem para pintar as famigeradas linhas brancas que são produzidas quando realizamos dobras ou fica uma fresta por causa de uma aba mal colada...
• Palitos de dentes ou agulha de costura: Usamos para aplicar cola sem excessos e acidentes...
• Verniz Acrílico em spray: Utilizamos para proteger o modelo das intempéries e acção do tempo quando pronto, prefira marcas que tenha filtro UV para evitar o amarelamento e desbotamento das cores e do papel.

Materiais

Obviamente o papel é o nosso principal material, os modelistas de cada país o denominam de um jeito diferente. O que em geral no exterior chamam de “cardboard” é equivalente a nossa tradicional cartolina, o que não serve para regra, já que eles definem o tipo de papel pela gramatura e não pela consistência e cor. Aliás falando em gramatura ela é a razão peso/espessura do papel, quanto menor a gramatura mais fino é o papel.Existem alternativas diferentes a cartolina, a desvantagem fundamental desta é que precisa ser cortada em formato A-4 e não são todas as impressoras que a aceitam numa boa...Uma alternativa a cartolina é o papel sulfite em suas diferentes gramaturas extremamente acessíveis e populares, vendidos em formato A-4 as gramaturas mais comuns são as de 75g e 90g, que podem ser eventualmente utilizadas para trabalhos delicados, no entanto as verdadeiramente úteis são as de 120g e 180g que são um pouco mais difíceis de serem obtidas mas substituem perfeitamente a cartolina.Outros papéis podem ter usos especiais como o papel cartão, bismark e Kraft em gramaturas acima de 240g que podem ser usados para fazer reforços estruturais internos. Cartolinas metalizadas nas cores prata e ouro podem ser úteis na feitura de modelos que exijam acabamentos metálicos como modelos de foguetes de SF da década de 50. Outro material comum de lermos nas páginas estrangeiras, é o cardstock, na verdade equivale ao papel cartão e ao Kraft que já citamos o uso e função...

Conselhos básicos para começar

• Escolha um modelo simples para começar...
• Imprima em uma impressora de qualidade, em bom número de DPI’s, das domésticas recomendo as Epsons e HP séries 35 para cima, desaconselho impressoras tipo Cânon e HP série 600 as impressões ficam um lixo (a menos que se utilize os caríssimos cartuchos fotográficos)...
• Impressões em gráfica expressa também valem desde que o papel utilizado esteja na gramatura correcta e seja sem brilho (por que a cola não pega no papel couchê brilhante, muito utilizado neste tipo de local)...
• Escolha gramaturas medianas entre 120g à 180g para imprimir o seu modelo.
• Procure trabalhar em um ambiente limpo, claro e organizado.
• Tenha paciência, se errar e tiver reversibilidade, refaça, amasse e recomece tudo de novo no último caso, lembre-se que isto é um divertimento, não uma tortura que só fará aumentar a sua pressão arterial...
• Procure desenvolver as suas próprias técnicas de montagem, às vezes procedimentos diversos chegam a um mesmo resultado ou a um resultado melhor.
• E por último, por ser uma diversão não a transforme em obsessão, você deve governar o hobby e não o contrário.

Nomenclatura comum no modelismo de papel
Aqui termos em inglês muito comum de vermos nas instruções dos modelos e que são por assim dizer “universais”.

• Tabs ou flaps: São as abas de colagem dos modelos, a junção das peças dependem da colagem destas que são estruturas de união entre os vértices e ângulos das peças.
• Fold Lines: As chamadas linhas de dobra, como o nome diz são por estas linhas que se orientam as dobras que formam as peças, a correcta interpretação destas linhas forma perfeitamente as peças do modelo. Normalmente as linhas que apresentam traçados são de orientação côncava e as que apresentam um traçado e um ponto são de orientação convexa.
• Laminação: E a técnica que forma sólidos pela colagem de diversas lâminas de papel."

Textos escritos por: Péricles Lopes Gomide Filho (evilgambit.cjb.net)

Se você gostou da idéia, passa no site http://papercraftparadise.blogspot.com/ e pegue alguns modelos pra começar.

VEJA COMO QUISER!!!!

Um comentário:

  1. Buenisimo research creo estaré practicando un poco de origami

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