quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Síndrome do Pânico- Entenda mais

Tenho uma pessoa muito querida na família que sofre de Síndrome do pânico e não sabendo "lhufas" do assunto resolvi procurar informações a respeito dessa síndrome.



O Psicólogo Clínico (PUC SP),Artur Scarpato : Mestre em Psicologia Clínica pela PUC SP. Especializado em Psicologia Hospitalar pelo Hospital das Clínicas da U.S.P. e em Cinesiologia Psicológica pelo Instituto Sedes Sapientiae. Desenvolve desde 1995 um tratamento especializado para pessoas com Transtorno do Pânico e escreveu um artigo no site www.psicoterapia.psc.br que trata desse mal que prejudica muito a vida e chega até mesmo a incapacitar profissional e socialmente seus portadores.

O QUE É SÍNDROME DO PÂNICO OU TRANSTORNO DO PÂNICO ?
A Síndrome do Pânico é um transtorno psicológico caracterizada pela ocorrência de inesperadas crises de pânico e por uma expectativa ansiosa de ter novas crises.
As crises de pânico - ou ataques de pânico - consistem em períodos de intensa ansiedade, geralmente com início súbito e acompanhados por uma sensação de catástrofe iminente. A freqüência das crises varia de pessoa para pessoa e sua duração é variável, geralmente durando alguns minutos. 
No geral, as crises de pânico apresentam pelo menos quatro dos sintomas abaixo:
Taquicardia, falta de ar, dor ou desconforto no peito, formigamento,  tontura, tremores, náusea ou desconforto abdominal, embaçamento da visão, boca seca, dificuldade de engolir, sudorese, ondas de calor ou frio, sensação de irrealidade, despersonalização, sensação de iminência da morte.
Há crises de pânico mais completas e outras menores, com poucos sintomas.

Geralmente as crises de pânico se iniciam com o disparo de  uma reação inicial de ansiedade, que logo ativa um medo em relação às reações que começam a ocorrer no corpo. Durante a crise surgem na mente da pessoa uma série de interpretações  negativas sobre o que está ocorrendo, sendo muito comuns quatro tipos de pensamentos catastróficos: de que a pessoa está perdendo o controle, que vai desmaiar, que está enlouquecendo ou que vai morrer.
 
No intervalo entre as crises a pessoa costuma viver na expectativa de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas.


li o artigo completo e isso me ajudou a entender melhor o que se passa com meu ente querido, se você tem um caso na família ou desconfia que sofre desse mal, não deixe de ler porque pode fazer a diferença entre a falta de tratamento, a falta de compreensão e o auxílio pra quem está sofrendo.
Leia o artigo completo no site: Blog da Ansiedade e do Pânico ou no site: http://www.psicoterapia.psc.br

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Por que Pilates faz bem pra você.

Primeira guerra mundial. Em um campo militar alemão na cidade de Lancaster, Inglaterra, um jovem soldado fazia a diferença no tratamento a feridos e doentes, além de dar aulas de ginástica. O jovem era Joseph Pilates, alemão nascido em Monchengladbach, cidade próxima a Dusseldorf em 1880. Pilates sempre gostou de esportes, praticando boxe, esqui e mergulho na adolescencia, mas foi na vivência sofrida da guerra que Pilates desenvolveu as bases para a criação do método que vários anos depois levaria seu nome e hoje faz sucesso no mundo todo, incluindo o Brasil. Pilates sempre foi estudioso de fisiologia, amatomia e filosofia oriental, tentando criar uma ponte entre esses dois mundos. Ele mesmo era um inconformado com as práticas esportivas realizadas, criando posteriormente aparelhos que exercitam vários grupamentos musculares. Na década de 20 Pilates aos 46 anos imigrou para os EUA a convite de um empresário de boxe, mas seu método ficou realmente famoso entre os dançarinos de Nova Yorque, daí ganhando adeptos e professores em vários países.



O método Pilates tem como base o trabalho de fortalecimento muscular e correção postural através de posturas e exercícios realizados lentamente e com grande auxílio da respiração. Pilates considerava a região abdominal, lombar e pélvica com sendo o "centro de força" do corpo humano, tendo todos os outros gestos derivando ou tendo com suporte essa região. O método consiste em exercícios específicos utilizando aparelhos criados por Pilates tais como Reformer, Cadillac, Eletric Chair, Wunda Chair, Full Barrel, Tower dentre outros. Devido a dificuldade inicial de se comercializar aparelhos tão específicos, posteriormente foi criado o Pilates solo, mais acessível às academias e estúdios. A aula de Pilates pode ser feita por quase todas as pessoas, sendo excelente para aqueles que sofrem de algias (dores) lombares, cervicais e aqueles que desejam melhorias no tônus muscular e na postura. Ideal é que o Pilates seja combinado com execícios aeróbios que favorecem a queima das gorduras, tais como caminhadas, corridas , natação, ciclismo etc...
Lembrando sempre que antes de iniciar qualquer programa de exercício físico, consulte um médico e um profissional de Educação Física habilitado, além de verificar a formação dos professores que ministram o método Pilates.

Boas aulas e um abraço .


O professor Rogério Magalhães Penha é especialista em Fisiologia do Exercício.  



tragédia anunciada- Autocrítica

Sim, a imprensa erra, mas não tem vergonha de mostrar a cara. Se é que isso é uma coisa boa... digam vocês:
Abraços!!!!

Dengue: Um perigo real

Todo ano é a mesma coisa, começam as chuvas e as propagandas de combate à dengue se sucedem, maaaaaaas é verdade, nosso país ainda amarga muitos casos de morte por essa doença gagá de tão velha.

Tudo isso poderia ser evitado se não fossemos tão porquinhos e descuidados com as nossas coisas. Lá em casa já tratei de colocar areia nos vasinhos de plantas, pó de fumo nas bromélias, verifiquei a tampa da caixa d´água e está tudo OK, troquei telhas trincadas e quebradas pra não empoçar água na manta térmica que fica logo abaixo, limpei os entulhos do terreno vazio ao lado (sim, o vizinho também nesse caso pode te prejudicar) e fiz uma vistoria geral pra não deixar nenhum lugar onde aquele mosquito sem vergonha pudesse procriar, faça isso na sua casa você também, pode custar uma vida e.. quem sabe essa vida pode ser a sua...

Encontrei na Web informações sobre a praga do mosquito e sobre a doença

O MOSQUITO



O mosquito Aedes aegypti, menor que um pernilongo comum, tem cor escura e corpo e patas listrados de branco. Ele não nasce com o vírus da dengue, mas se torna portador depois de picar uma pessoa contaminada.

Apenas a fêmea pica o ser humano (somente de dia) e deposita seus ovos geralmente em água limpa ou suja, parada e na sombra.

O QUE É A DENGUE E SEUS TIPOS


A dengue é a doença infecciosa causada por vírus, aguda e de gravidade variável. Apresenta-se sob as formas de dengue clássica (tipos 1 e 2) e dengue hemorrágica (tipo 3), sendo essa última a forma mais grave da doença no Brasil. A dengue hemorrágica (tipo 3) ocorre quando um indivíduo contrai novamente a dengue causada por um vírus de sorotipo incompatível com aquele que o infectou na primeira vez.

No Brasil, o Aedes aegypti ainda transmite a febre amarela, o que a Funasa já constatou em Goiás e Minas Gerais, estados sob intensas chuvas.

PREVENÇÃO E COMBATE


Nesta época, não use vasos ou jarros de flores ou plantas com água acumulada.
Manter os vasos de plantas secos. Tampar caixas d'água.
Manter o quintal livre de pneus, copos, latas e quaisquer recipientes que possam acumular água e facilitar a reprodução do mosquito.

Evite jogar lixo próximo a bueiros. Se eles entupirem, poderão formar poças de água que facilitarão a proliferação do mosquito.

Se for necessário manter recipientes com água para o abastecimento da casa, deixe-os muitos bem tampados, para evitar a entrada do mosquito.
O método mais usado no combate ao Aedes aegypti, atualmente, é o da aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas.
Esses inseticidas são os do fumacê e do líquido usados pelos técnicos em saúde pública.
A bióloga Alessandra discorda da utilização desses inseticidas: "A borra de café, além de ter custo zero, é de fácil aplicação, principalmente entre a população de baixa renda, não é tóxica, não prejudica as plantas e pode servir até como adubo."

O estudo já foi apresentado à Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) do Estado de São Paulo e à Vigilância Sanitária federal.

A Prefeitura de São José do Rio Preto foi a pioneira na campanha de difusão da informação sobre a borra de café como veneno contra o anti-Aedes. Naquele município, estão sendo distribuídos folhetos explicativos sobre o uso da borra.

Outra forma simples e caseira de combate é diluir uma colher de chá de água sanitária em um litro de água e borrifar nas plantas e nos vasos. O procedimento não causa danos às plantas.

OS SINTOMAS

Depois de três dias após a picada, a pessoa começa a ter febre, dor de cabeça (na região ocular principalmente), dor nos ossos, prostração, vômito, diarréia, falta de apetite e erupções na pele.

A dengue hemorrágica surge de três a cinco dias depois do aparecimento dos primeiros sintomas. O doente tem uma súbita melhora e a febre desaparece.

Em questão de horas, a febre volta, seguida por suores, pele pálida, frieza nas extremidades (mãos, pés, nariz ), dor de garganta, pulso fraco e queda de pressão, além de dores no estômago e abaixo das costelas.

O QUE FAZER

Quem apresentar um desses sintomas, que é parecido com a gripe ou resfriado, deve imediatamente, procurar orientação médica, fazer repouso, beber muito líquido, em doses pequenas, mas repetidas, em espaços curtos de tempo.

E atenção! A pessoa não deve se automedicar. Não tomar remédio do tipo aspirina, à base de ácido acetilsalicílico e dipirona (novalgina), antitérmicos e analgésicos, para baixar a febre ou aliviar as dores. Tais medicamentos aumentam o risco de sangramento e prejudicam o tratamento e a cura, podendo levar os pacientes para a dengue do tipo hemorrágico.

O CICLO E TRANSMISSÃO

O ciclo do Aedes aegypti é composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.
A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem, na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos:

1)O mosquito, inseto fêmea , pica uma pessoa infectada, mantém o vírus na saliva . Após a ingestão de sangue infectado, ocorre na fêmea um período de incubação que varia de oito a 12 dias.

2)O mosquito a partir daí, se transforma em transmissor da doença, podendo contaminar até 300 pessoas, em seus até 45 dias de vida.

3) Se uma pessoa picada já tiver contraído dengue antes, a doença pode evoluir para a forma hemorrágica.


MEDIDAS PREVENTIVAS PARA O CONTROLE DE MOSQUITOS


  1. Evitar água parada.
  2. Sempre que possível, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água.
  3. Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d'água e reservatórios provisórios tais como tambores e barris.
  4. Furar pneus e guardá-los em locais protegidos das chuvas.
  5. Guardar latas e garrafas emborcadas para não reter água.
  6. Limpar periodicamente, calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água.
  7. Jogar quinzenalmente desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados.
  8. Drenar terrenos onde ocorra formação de poças.
  9. Não acumular latas, pneus e garrafas.
  10. Encher com areia ou pó de pedra poços desativados ou depressões de terreno.
  11. Manter fossas sépticas em perfeito estado de conservação e funcionamento.
  12. Colocar peixes barrigudinhos em charcos, lagoa ou água que não possa ser drenada.
  13. Não despejar lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos.
  14. Manter permanentemente secos, subsolos e garagens.
  15. Não cultivar plantas aquáticas.
Lembrando ainda que qualquer sintoma deve ser analisado com cuidado por um médico.

(Fonte: Jornal do Commercio - www.jornaldocommercio.com.br e
Boletim Raízes da Terra www.cesamep.cjb.net )

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Socorro, tenho um adolescente em casa!!!!!!!

Quem tem um espécime raro desse em casa sabe que não dá pra descansar enquanto ele cresce... adolescente não é planta que só precisa de água e adubo!

Como tenho meu próprio exemplar de tempestade em casa, comecei a pesquisar sobre o surgimento de distúrbios característicos da idade e encontrei um artigo sobre depressão infantil que me chamou a atenção por causa dos sintomas. Não é preciso pirar achando que seu adolescente tem todo tipo de síndrome, doença e esquisitices que você ler, mas é preciso ficar atento, então leia e se informe. esse artigo saiu do site: http://gballone.sites.uol.com.br/infantil/depinfantil.html



DEPRESSÃO INFANTIL


O Transtorno Depressivo Infantil é um transtorno do humor capaz de comprometer o desenvolvimento da criança ou do adolescente e interferir com seu processo de maturidade psicológica e social. São diferentes as manifestações da depressão infantil e dos adultos, possivelmente devido ao processo de desenvolvimento que existem na infância e adolescência.

A depressão foi considerada a principal doença psiquiátrica do século, afetando aproximadamente oito milhões de pessoas só na América do Norte (onde são feitas as principais pesquisas). A morbidade da depressão se reflete no fato de que os adultos deprimidos são 20 vezes mais propensos a morrer de acidentes ou de suicídio do que adultos sem transtorno psiquiátrico.

Tanto os quadros de Distimia quanto de Transtorno Afetivo Bipolar, podem surgir pela primeira vez durante a adolescência e o reconhecimento precoce de um estado depressivo poderá ter profundos efeitos na futura evolução da doença.

Apesar da tamanha importância da Depressão da Infância e Adolescência em relação à qualidade de vida, ao suicídio, às dificuldades na escola, no trabalho e no ajuste pessoal, esse quadro não tem sido devidamente valorizado por familiares e pediatras e nem adequadamente diagnosticado.


Embora na maioria das crianças a sintomatologia da Depressão seja atípica, alguns podem apresentar sintomas clássicos de Depressão, tais como tristeza, ansiedade, expectativa pessimista, mudanças no hábito alimentar e no sono ou, por outro lado, problemas físicos, como dores inespecíficas, fraqueza, tonturas, mal estar geral que não respondem ao tratamento médico habitual.

Na criança e adolescente a Depressão, em sua forma atípica, esconde verdadeiros sentimentos depressivos sob uma máscara de irritabilidade, de agressividade, hiperatividade e rebeldia. As crianças mais novas, devido a falta de habilidade para uma comunicação que demonstre seu verdadeiro estado emocional, também manifestam a Depressão atípica, notadamente com hiperatividade.

A depressão na criança e/ou adolescente pode ter início com perda de interesse pelas atividades que habitualmente eram interessantes, manifestando-se como uma espécie de aborrecimento constante diante dos jogos, brincadeiras, esportes, sair com os amigos, etc, além de apatia, adinamia e redução significativa da atividade. Às vezes pode haver tristeza.

De forma complementar aparece diminuição da atenção e da concentração, perda de confiança em si mesmo, sentimentos de inferioridade e baixa autoestima, idéias de culpa e inutilidade, tendência ao pessimismo, transtornos do sono e da alimentação e, dependendo da gravidade, ideação suicida.

Incidência

O reconhecimento de um quadro depressivo infantil e da adolescência como um transtorno que pode afetar pessoas desse grupo etário, reivindicada há mais de 30 anos pelo IV Congresso de a União de Paidopsiquiatras Europeos, de 1971 em Estocolmo (Annell, 1972), resultou na elaboração de critérios de diagnóstico para esse quadro, denominando-o de Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência (DSM-IV, 1994).

Os dados de prevalência do Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência não são unânimes entre os pesquisadores. Devido à diversidade dos locais onde os estudos são realizados e das populações observadas, vários índices de prevalência têm sido estabelecidos para a depressão na infância. Talvez as dificuldades devam-se às discrepâncias de diagnóstico, já que alguns consideram como Depressão alguns casos atípicos, como por exemplo, a Fobia Escolar, a Hiperatividade, etc.

Estudos norte-americanos revelam uma incidência de depressão em aproximadamente 0,9% entre os pré-escolares; 1,9% nos escolares e 4,7% nos adolescentes (Kashani, 1988 apud Weller, 1991). Mas esses números são demasiadamente otimistas.

Há mais de 30 anos, os estudos de Rutter, Tizarde e Whitmore (1970) começaram a aportar uma prevalência da Depressão Infantil em aproximadamente 1% das crianças de 10 anos. Dezesseis anos depois, Rutter (1986) volta a pesquisar e considera que os quadros depressivos são muito mais frequentes na adolescência do que na infância. Essas suspeitas foram confirmadas mais tarde por Ciccheti, em 1995. Nesse ano Goodyar situa a prevalência do Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência entre o 1,8% e 8,9%.

Embora seja difícil reunir dados sobre a incidência de Depressão Infantil, em recente artigo Jose Luis Pedreira Massa assinala que, na Espanha, a media de transtornos depressivos também pode situar-se em torno de 9% na população geral infantil menor de 12 anos, sendo algo superior na adolescência.

Sintomas


A Depressão Infantil não se traduz, invariavelmente, por tristeza e outros sintomas típicos. A diferença entre os momentos nos quais as crianças podem estar tristes ou aborrecidas com quaisquer fatores vivenciais que as molestem e a Depressão verdadeira está, principalmente, no tempo e na motivação para esse sentimento. A Depressão Infantil tem sido cada vez mais observada devido, em parte, à atualização conceitual e atenção médica crescente sobre esta doença.

Apesar da Depressão, tanto no adulto quanto na criança, ter como modelo de diagnóstico a conhecida constelação de sintomas, decorrentes da tríade sofrimento moral, a inibição psíquica global e no estreitamento do campo vivencial, as diferentes características pessoais e as diferentes situações vivenciais entre o adulto e a criança, farão com que os sintomas secundários decorrentes dos sintomas básicos sejam bem diferentes. O sofrimento moral, por exemplo, responsável pela baixa autoestima, no adulto pode se apresentar como um sentimento de culpa e, na criança, como ciúme patológico do irmão mais novo.

Nas crianças e adolescentes é comum a Depressão ser acompanhada também de sintomas físicos, tais como fatiga, perda de apetite, diminuição da atividade, queixas inespecíficas, tais como cefaléias, lombalgia, dor nas pernas, náuseas, vômitos, cólicas intestinais, vista escura, tonturas, etc. Na esfera do comportamento, a Depressão na Infância e Adolescência pode causar deterioração nas relações com os demais, familiares e colegas, perda de interesse por pessoas e isolamento. As alterações cognitivas da Depressão infantil, principalmente relacionadas à atenção, raciocínio e memória interferem sobremaneira no rendimento escolar.

Os sintomas mais freqüentes da Depressão na Infância e Adolescência costumam ser os seguintes: insônia, choro, baixa concentração, fatiga, irritabilidade, rebeldia, tiques, medos lentidão psicomotora, anorexia, problemas de memória, desesperança, ideações e tentativas de suicídio. A tristeza pode ou não estar presente.

Hoje em dia a ampliação da constelação sintomática atribuída à depressão infantil tem contribuído, sobremaneira, para a elaboração do diagnóstico e, por causa disso, cada vez mais os distúrbios do comportamento da criança estão sendo relacionados a uma maneira depressiva de viver.

A expressão clínica da depressão na infância é bastante variável. Baseando-se nas tabelas para diagnóstico, revistas por José Carlos Martins, podemos compor a seguinte listagem de critérios:

SINAIS E SINTOMAS SUGESTIVOS DE DEPRESSÃO INFANTIL

1- Mudanças de humor significativa
2- Diminuição da atividade e do interesse
3- Queda no rendimento escolar, perda da atenção
4- Distúrbios do sono
5- Aparecimento de condutas agressivas
6- Auto-depreciação
7- Perda de energia física e mental
8- Queixas somáticas
9- Fobia escolar
10- Perda ou aumento de peso
11- Cansaço matinal
12- Aumento da sensibilidade (irritação ou choro fácil)
13- Negativismo e Pessimismo
14- Sentimento de rejeição
15- Idéias mórbidas sobre a vida
16- Enurese e encoprese (urina ou defeca na cama)
17- Condutas anti-sociais e destrutivas
18- Ansiedade e hipocondria

Não é obrigatório que a criança depressiva complete todos os itens da lista acima para se fazer o diagnóstico. Ela deve satisfazer um número suficientemente importante de itens para despertar a necessidade de atenção especializada. Dependendo da intensidade da Depressão, pode haver substancial desinteresse pelas atividades rotineiras, queda no rendimento escolar, diminuição da atenção e hipersensibilidade emocional. Surgem ainda preocupações típicas de adultos, tais como, a respeito da saúde e estabilidade dos pais, medo da separação e da morte e grande ansiedade.

Além disso, tendo em vista a característica atípica da maioria das depressões na infância, alguns autores começam a pensar neste diagnóstico para outras patologias bem definidas, como é o caso do Déficit de Atenção por Hiperatividade, para certos casos de Distúrbios de Conduta (notadamente a rebeldia, oposição e agressividade) e para os Transtorno Fóbico-Ansioso. Supõe-se haver uma íntima relação entre todos esses quadros citados e, principalmente na ansiedade da infância, quer seja como co-morbidade ou como manifestações clínicas atípicas da Depressão Infantil.

Diagnóstico


O Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência se caracteriza por uma sintomatologia afetiva de longa duração e está associado a vários outros sinais e sintomas vistos acima, tais como, insônia, irritabilidade, rebeldia, medo, tiques, mudanças nos hábitos alimentares, problemas na escola, na vida social e familiar.

Alguns outros sintomas podem acompanhar o Transtorno Depressivo na infância e adolescência em idade escolar, tais como, apatia, tristeza, agressividade, choro, hiperatividade, queixas físicas, medo à morte nele próprio ou nos familiares, frustração, desespero, distração, baixa autoestima, recusa em ir à escola, problemas de aprendizagem e perder interesse por atividades que antes gostava.

É tão comum o Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência, a ponto de alguns autores recomendarem que, sempre que a criança manifestar tais alterações por um tempo prolongado, deve-se considerar a possibilidade desse diagnóstico. Entretanto, é muito importante determinar se esses sintomas estão, de fato, relacionados com um quadro depressivo ou se são parte das ebulições emocionais normais do desenvolvimento.

E, tendo em mente o fato de ser possível que muitos sintomas incluídos na relação apareçam naturalmente como parte das etapas normais de desenvolvimento da infância e adolescência, para se estabelecer um diagnóstico correto de Depressão na criança é necessário avaliar também sua situação familiar, existencial, seu nível de maturidade emocional e, principalmente, sua autoestima. Além das entrevistas com a criança, é muito importante observar sua conduta segundo informações dos pais, professores e outros colegas médicos ou psicólogos, atribuindo pesos adequados a cada uma dessas informações.

O diagnóstico da Depressão na Infância tem sido feito em bases predominantemente clínicas, muitas vezes usando-se os mesmos critérios usados para a Depressão do adulto, apesar do quadro ser algo diferente nas crianças, tanto quanto mais jovem for o paciente.

Examinando-se a criança, nem sempre encontramos os sintomas claros e francos que descrevem seu estado emocional interno. Um esforço de bom senso e perspicácia deve ser dedicado ao exame clínico, buscando aumentar a possibilidade da criança menor ser compreendida quanto aos seus sentimentos, apesar de tais sentimentos serem de difícil identificação. Em muitos casos, observamos apenas uma maior sensibilidade emocional, choro fácil, inquietação, rebeldia e irritabilidade.


As mudanças de comportamento na criança são de extrema importância, tão mais importante quanto mais súbitas forem. Assim, crianças anteriormente bem adaptadas socialmente, passam a apresentar condutas irritáveis, destrutivas, agressivas, com a violação de regras sociais anteriormente aceitas, oposição à autoridade, preocupações e questionamentos de adultos. Esses comportamentos podem ser decorrentes de alterações depressivas. Quando essas alterações não são graves o suficiente para serem consideradas Episódios Depressivos podemos chamá-las de Disforias.

As Disforias, que são alterações do humor, são encontradas comumente no cotidiano e não têm, obrigatoriamente, uma conotação de doença. Tratam-se de respostas afetivas aos eventos diários, caracterizando-se pela brevidade do quadro emocional sem comprometimento das condutas adaptativas, sociais, escolares e familiares. Na realidade as Disforias seriam apenas momentos de tristeza, angústia e abatimento moral que surgem em decorrência da problemática existencial normal e cotidiana, tais como as correções dos pais, desinteligências com irmãos, aborrecimentos na escola, etc.

A diferenças entre as Disforias e a Depressão seria em relação à evolução benigna das Disforias, o que não acontece quando há importante componente depressivo. A recuperação das vivências traumáticas e estressoras é mais demorada e sempre há algum prejuízo da adaptação. Grosso modo, podemos dizer que as Disforias são mais ou menos fisiológicas na lide com as adversidades diárias, enquanto a Depressão seria uma maneira patológica de reagir à vida.

Os quadros que se apresentam como Fobia Escolar, caracterizada pela evitação da escola, por dores inespecíficas, febre sem causa aparente, e outros sintomas obscuros para fugir das aulas, podem refletir altos índices de ansiedade e depressão. Deve-se avaliar a presença de baixa autoestima, perda de prazer e, muitas vezes, até ideação suicida. Podem ser encontradas também, nesses casos, expectativas negativas e pessimistas da vida mas, como a criança tem grandes dificuldades para expressar esses aspectos vivenciais de sua vida ou de seu mundo, essa investigação tem sido muito difícil.

Os sintomas físicos e somatizados também podem ocorrer na criança depressiva. Cerca de 30% dos pacientes deprimidos apresenta diminuição de apetite e 30% refere aumento, principalmente nas meninas. Insônia inicial (dificuldade para começar a dormir) também esta freqüentemente presente (60%) e, um pouco menos freqüente, a clássica insônia terminal, que é caracterizada pelo despertar muito cedo.

Na fase pré-verbal a criança deprimida pode manifestar o humor rebaixado através de expressões mímicas e do comportamento. A inquietação, o retraimento social, choro freqüente, recusa alimentar, apatia e alterações do sono podem ser indícios de Depressão nesta fase.

Na fase pré-escolar as crianças podem somatizar o transtorno afetivo, o qual se manifestará através de dor abdominal, falta do ganho de peso, retardo no desenvolvimento físico esperado para a idade, além da fisionomia triste, irritabilidade, alteração do apetite, hiperatividade e medo inespecíficos.

Dos 2-3 anos até a idade escolar a Depressão Infantil pode se manifestar ainda com quadro de Ansiedade de Separação, onde existe sólida aderência da criança à figura de maior contacto (normalmente a mãe), ou até sinais sugestivos de regressão psicoemocional, como trejeitos mais atrasados da linguagem, encoprese e enurese.

Na fase escolar, o cansaço, a dificuldade de concentração, as alterações da memória, a astenia e adinamia são as complicações da Depressão Infantil que comprometem muito o rendimentos escolar e aprendizagem (veja Dificuldades Escolares). Essa confrontação continuada com o fracasso acaba fazendo com que o nível de autoestima também se comprometa, podendo levar a criança a apresentar desde isolamento social até Transtornos de Conduta (pseudo Transtorno de Conduta, na realidade).

Para essas alterações afetivas possíveis na primeira infância a Organização Mundial de Saúde (OMS) elaborou uma série de critérios de observação. Foi um grande passo na descrição das manifestações de transtornos psicológicos nesta faixa etária, dividindo-os em duas categorias:

1. Reação de Abandono (ou de Dor e Aflição Prolongadas), que é específica das situações onde falta a figura materna ou de um cuidador afetivamente adequado, e

2. Depressão da Infância Precoce.

A socialização da criança em idade escolar com Depressão Infantil pode estar comprometida e se manifesta através do isolamento social, das dificuldades de relação interpessoal, com sintomas de alteração afetiva (irritabilidade). Na primeira infância, entretanto, se detectam estas alterações quando o lactente é pouco comunicativo, confundido normalmente com um bebê muito bonzinho ou, por outro lado, podem manifestar a depressão com irritabilidade (bebês irritáveis, com tendência a a hiperexcitabilidade), ou ainda, com aversão à estranhos (bebês que estranham demasiado as mínimas mudanças em seu entorno).

O bebê afetivamente sensível pode ter dificuldades em relação ao apego. O apego é um impulso primário como parte de um processo de seleção natural, portanto, inato. Existem importantes diferenças individuais no estabelecimento das condutas de apego e na elaboração dos vínculos. O apego é uma resposta de busca de proteção necessária à sobrevivência da espécie.

A afetividade normal se relaciona com um apego seguro, desde a lactância até três anos e meio mas, certos padrões inseguros de apego podem ocorrer quando existe alguma tendência depressiva. O padrão de apego desenvolvido desde tenra idade será uma das molas mestras para futuros sentimentos de conforto e segurança determinados pelas relações posteriores.

Quando os lactentes são separados bruscamente de sua figura de apego, como é o caso de uma hospitalização precoce, ou mesmo um abandono, suas reações tendem a seguir um padrão semelhante ao processo de luto do adulto. Assim, em uma primeira fase, o lactente bruscamente separado pode manifestar ira e desespero.

Na segunda fase dessa separação a criança tende a ficar apática, quase imóvel. É a fase de desapego ou indiferença. Nessa etapa a criança não manifesta mais emoções diante do reencontro com a figura com a qual antes era apegado. Essa experiência de perda não se relaciona com as necessidades de alimento, mas de calor, carinho ou contacto.

Dois fatores têm especial significado para estabelecer as características da separação: o temperamento da criança e as características pessoais da figura materna. Quanto mais sensível afetivamente for a criança, maiores os prejuízos futuros que a separação ou abandono proporcionarão. Veja abaixo a sucessão de acontecimentos de Dor e Aflição que podem ocorrer durante a separação ou abandono.

1. Reação de Dor e Aflição Prolongadas:
Este estado pode se manifestar por qualquer etapa da seqüência: protesto, desespero e desinteresse.

1. A criança chora, chama e busca ao progenitor ausente, recusando quaisquer tentativas de consolo por outras pessoas.

2. Retraimento emocional que se manifesta por letargia, expressão facial de tristeza e falta de interesse nas atividades apropriadas para a idade.

3. Desorganização dos horários de comer e dormir.

4. Regressão ou perda de hábitos já adquiridos, como por exemplo, fazer xixi e/ou coco na roupa (ou cama), falar como se fosse mais novo.

5. Desinteresse paradoxal, que se manifesta por indiferença às recordações da figura cuidadora (fotografia ou menção do nome), ou mesmo uma espécie de "ouvido seletivo", que parece não reconhecer essas pessoas.

6. Como comportamento alternativo, a criança pode mostrar-se exatamente ao contrário das características acima; torna-se extremamente sensível a qualquer recordação do(a) cuidador(a), apresentando mal estar agudo diante de qualquer estímulo que lembre da pessoa.

Luto da Criança

Para entender o impacto que causa na criança a perda por morte de uma figura de forte apego afetivo (mãe, pai, irmãos), é preciso entender a teoria do apego, inicialmente pesquisada por Bowlby.

Segundo maravilhoso trabalho de Cecília Casali Oliveira, existem 3 fases do luto, assim caracterizadas:

"Busca ou protesto - o intenso desejo de recuperação da pessoa amada e perdida, que leva a comportamentos de busca inócua, produz uma forte reação de protesto pela impossibilidade de se alcançar o objetivo desejado.

Desespero e desorganização - o conflito permanente entre o desejo e sua frustração, leva ao desespero, pois não se abdica do vínculo estabelecido com facilidade e sem sofrimento. O pensamento, constantemente concentrado nessa tarefa, deixa pouca possibilidade para dedicar-se a outras atividades, revelando o quanto é importante o trabalho de busca de uma resolução para o conflito; o mundo parece estar fora de contexto para o enlutado, tanto quanto este parece estar fora de contexto para o mundo.

Recuperação e restituição - o conflito pode ser solucionado a partir de uma nova construção do vínculo com o falecido, o que preserva a relação em um outro patamar; o sofrimento diminui gradualmente, permitindo um retorno da atenção para o mundo e trazendo a possibilidade do estabelecimento de novas relações." (veja o site)

Ainda de acordo com Cecília Casali Oliveira, "Stroebe, Stroebe e Hansson (1993) apresentam um levantamento das respostas emocionais esperadas no processo normal de enlutamento. Acrescentam que, em casos de luto complicado, esses aspectos podem apresentar-se com intensidade ou duração alteradas, apontando para a impossibilidade de se caminhar dentro do processo esperado e constituindo-se um indicativo da não resolução do luto.

1) Choque, entorpecimento e dificuldade de acreditar na realidade;

2) Pesar e tristeza, acompanhados por dor mental e sofrimento, com choro e lamentação;

3) Senso de perda devido ao reconhecimento da ausência e da impossibilidade de recuperação;

4) Raiva é comum e pode se voltar contra a pessoa falecida, familiares, médicos, amigos e mesmo contra o próprio ego;

5) Culpa e arrependimento, que aparecem sob as formas: culpa por sobreviver, pela responsabilidade da morte ou pelo sofrimento que ela trouxe e, ainda, pela deslealdade do falecido;

6) Ansiedade e receios que aparecem sob a forma de insegurança, medos ou crises de angústia;

7) Imagens repetitivas da pessoa falecida próxima da morte, da doença, com caráter intrusivo e fora de controle;

8) Desorganização mental apresentando graus variados de distração, confusão, esquecimento ou falta de coerência;

9) Sobrecarga de tarefas e dificuldades para sua realização, que trazem a sensação de estar perdendo o controle, de desamparo e de sentir-se incapaz de enfrentar a realidade;

10) Alívio, especialmente após doença longa e sofrida, pelo término do sofrimento;

11) Solidão, que se expressa como sentir-se só mesmo quando em grupo e com picos de sentimentos intensos de isolamento;

12) Sentimentos positivos também aparecem, a intervalos, em meio ao pesar."

2. Depressão da Infância Precoce:

1. Estado de ânimo deprimido ou irritável

2. Interesse e prazer diminuídos nas atividades apropriadas para seu desenvolvimento,

3. Capacidade reduzida para protestar,

4. Repertório diminuído de interações sociais e de iniciativas.

5. Perturbações no sono e/ou na alimentação,

6. Perda de peso.

7. Sintomas presentes durante um período de pelo menos duas semanas

Em crianças no final da 2a infância (dos 6 aos 12 anos), podemos encontrar quadros de base depressiva mais típicas, mas nem sempre. Quando a depressão é muito grave, o que felizmente não é tão comum, sintomas francamente psicóticos também podem aparecer, tais como idéias delirantes, alucinações, e severo prejuízo das atividades sócio-familiares, incluindo a escola. As idéias suicidas também não são raras, embora dificilmente antes dos 10 anos de idade.

Dentro da Depressão Infantil atípica, a mais comum, podemos ainda encontrar crianças erroneamente tomadas por delinqüentes e, não raro, crianças que chegam de fato ao suicídio. Tendo em vista a elevada incidência da Depressão Infantil registrada por inúmeros autores, será lícito e sensato pensar sempre na possibilidade depressiva diante de qualquer criança problemática.

2. Depressão da Infância Precoce:


1. Estado de ânimo deprimido ou irritável

2. Interesse e prazer diminuídos nas atividades apropriadas para seu desenvolvimento,

3. Capacidade reduzida para protestar,

4. Repertório diminuído de interações sociais e de iniciativas.

5. Perturbações no sono e/ou na alimentação,

6. Perda de peso.

7. Sintomas presentes durante um período de pelo menos duas semanas

Em crianças no final da 2a infância (dos 6 aos 12 anos), podemos encontrar quadros de base depressiva mais típicas, mas nem sempre. Quando a depressão é muito grave, o que felizmente não é tão comum, sintomas francamente psicóticos também podem aparecer, tais como idéias delirantes, alucinações, e severo prejuízo das atividades sócio-familiares, incluindo a escola. As idéias suicidas também não são raras, embora dificilmente antes dos 10 anos de idade.

Dentro da Depressão Infantil atípica, a mais comum, podemos ainda encontrar crianças erroneamente tomadas por delinqüentes e, não raro, crianças que chegam de fato ao suicídio. Tendo em vista a elevada incidência da Depressão Infantil registrada por inúmeros autores, será lícito e sensato pensar sempre na possibilidade depressiva diante de qualquer criança problemática.


Suicídio

No adolescente a relação depressão-suícidio é bastante significativa. A grande maioria dos adolescentes suicidas (94%) apresenta problemas psiquiátricos, sendo a Depressão o mais importante deles (51%). O suicídio de adolescentes é, atualmente, o responsável mais importante que doenças cardiovasculares ou o câncer pelas mortes de jovens de 15 a 19 anos .

Em nosso meio, Friedrich (1989) observa a ocorrência de alterações emocionais merecedoras de tratamento médico em dois terços da população estudada, e sem relações diretas com nível intelectual e sócio-cultural dos pacientes. Concomitantemente, refere que a tentativa familiar de negar o fato como o principal responsável pelas dificuldades de atendimento do paciente em questão. Assim, reforça-se mais uma vez a necessidade de um diagnóstico fidedigno da depressão na criança e no adolescente.

A taxa do suicídio para adolescentes aumentou mais do que 200% na última década. Os estudos recentes mostram que mais de 20% dos adolescentes na população geral tenha problemas emocionais e um terço dos adolescentes que procuram clínicas psiquiátricas sofrem de depressão. A grande maioria das depressões em adolescentes pode ser muito bem controlada ambulatorialmente e com a sustentação da família com muito sucesso .

Os atos suicidas geralmente estão associados com uma crise depressiva aguda e significativa na vida do adolescente. É importante reforçar que a crise pode parecer insignificante aos adultos ao redor, mas é sempre muito significativa ao adolescente. A perda de um namoro, de uma nota na escola ou a constatação de uma crítica pejorativa adulto significativo, especialmente o pai ou um professor, pode precipitar um ato suicida no paciente depressivo.

Para referir:

Ballone, GJ - Depressão Infantil - in. PsiqWeb, Internet, disponível em revisto em 2003

Sites de psiquiatria infantil

Child Psychology and Psychiatry Review
Clinical Child Psychology and Psychiatry
European Child and Adolescent Psychiatry
Infant Mental Health Journal
Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry
Journal of Child Psychology and Psychiatry
Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics


Annell, A.L. (1972). Depressive states in childhood and adolescence. Stockholm, Almquist & Wiksell.
Ciccheti, D. y Toth, S. (1995). Developmental psychopathology, and disorders of affect. En D. Ciccheti y D. Cohen (eds.). Developmental psychopathology, Volume 2: Risk, disorder and adaptation. New York, NY: John Wiley & Sons, Inc.
Freidl W, Egger J, Friedrich G. - Personality and coping with stress in patients with functional dysphonia. Psychother Psychosom Med Psychol. 1989 Aug;39(8):300-5. German.
Kashani JH, Strober M, Rosenberg TK, Reid JC - Correlates of psychopathology in adolescents. Psychiatry Res. 1988 Nov;26(2):141-8.
Rutter, M., (1986). The developmental psychopathology of depression. Issues and perspectives. En M. Rutter, Izard y Read (eds.). Depression in young people. New York: Guilford Press.
Rutter, M., Tizard, J. y Whitmore, K. (1970). Education, health and behaviour. London: Logman Group, Ltd.
Weller RA, Weller EB, Fristad MA, Bowes JM. - Depression in recently bereaved prepubertal children. Am J Psychiatry. 1991 Nov;148(11):1536-40.